domingo, 14 de outubro de 2012
Experimenta !
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Óia o trem !
segunda-feira, 2 de julho de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012

sábado, 24 de dezembro de 2011
Amor Neurótico X Amor Maduro
Grouxo Marx disse: “Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio”.
Esta me parece a melhor definição de neurose.
A neurose é a doença psicológica que nos faz humanos. Todo ser humano dito normal é, no mínimo, um neurótico.
Alguém já conseguiu curar-se de todas suas neuroses? Talvez os iluminados, aqueles que transcenderam o ego infantil e influenciável com o qual tendemos nos guiar.
O pior da neurose está na forma como conduz nossas relações. O amor infantil, daquele que projeta no outro a origem dos seus problemas e espera do outro todas as soluções e respostas.
Na neurose, somos dependentes, irresponsáveis e imaturos. A culpa está lá fora. O governo, a família, o sistema, a sociedade. A culpa é dos pais. A culpa é de Deus. Por que ele não fez um mundo perfeito?
Imagine engendrar um relacionamento, tentar amar, com essa mentalidade. Qualquer resultado só pode ser catastrófico, pois na neurose somos infantis e projetamos no outro tudo. Iludimo-nos com a idéia de fazer tudo pelo outro na eterna espera de que o outro supra nossas mais secretas necessidades.
Na Neurose não existe amor próprio. Não há auto-estima. Por isso quando o outro diz que te ama, você não acredita. Como alguém pode amar uma criatura como você???
Daí a necessidade eterna de testar este dito amor. Começam os jogos neuróticos. Você se doa e espera doação extrema. Mas sem nunca ter definido antes as regras de conduta com seu parceiro. Falamos meias palavras, insinuamos, e esperamos compreensão plena.
Como algo assim pode “dar certo”?
Alguns filmes me vêm à memória para ilustrar o que digo.
No francês “Me diz se sou bonita” (J´me sens pás belle - 2004) vemos uma jovem digladiando-se contra seus próprios pensamentos e crenças na tentativa de uma noite de paixão com um colega de trabalho. Chega a ser engraçado ver suas ações conduzidas pela visão negativa que tem de si mesma.
Na neurose, não existimos para nós mesmos. Precisamos do aval do outro para crer que existimos. Então sacrificamos nossa natureza, vestimos um personagem que, cremos, irá agradar ao outro. Esse processo tende a se iniciar na infância quando buscamos a aprovação e a atenção dos nossos neuróticos responsáveis. E assim permanecemos nos relacionamentos, apesar da aparência adulta. Filho de neurótico, neuroticuzinho é!
“Em busca do prazer” (The OH in Ohio - 2006) dá um passo adiante exibindo as influências da neurose na sexualidade humana. O neurótico almeja ser a fonte de prazer infinito do seu parceiro e espera dele, no mínimo, o mesmo. Mas sem nunca falar da relação como uma troca lúcida/lúdica. Vemos a personagem de Parker Posey na sua epopéia em busca do orgasmo pleno, enfrentando suas neuras, amadurecendo e se assumindo como mulher merecedora de prazer. Rimos de suas tentativas e gozamos com sua coragem.
Muitos desistem da busca de felicidade nos relacionamentos e acabam migrando para um estilo de vida monástico, isolado, distante, às vezes celibatário, mas quase sempre falsamente maduro.
“Amor sem escalas” (Up in the air - 2009) foi um dos filmes que mais me surpreendeu nos últimos tempos. Vemos George Clooney atuando como um consultor que demite funcionários para empresas por toda América. Na verdade há toda uma mística arquetípica travestida de modernidade. A personagem de Clooney age como um monge missionário, eremita-andarilho, engendrando uma filosofia quase budista de desapego. Nas horas vagas palestra sobre o essencial a se levar numa mochila. Em certo ponto encontra uma discípula no melhor estilo padauan de Star Wars. E como todo buscador espiritual, almeja a iluminação, o encontro do santo graal, o cartão vip ouro daqueles que atingem o número máximo de milhas de sua companhia aérea. Seu derradeiro encontro com o comandante da aeronave remete aos encontros místicos com os sábios ocultos, quando ganhamos o direito de fazer a pergunta crucial de nossas vidas. E vemos mais um bobo que, como todo neurótico, sonha com uma vida perfeita de comercial de margarina. E assim o filme nos deixa, às portas da saudável e necessária desilusão, remédio doloroso mas necessário para aquisição da maturidade.
E finalmente uma pérola recente, adaptada da linguagem de vídeo-game e dos quadrinhos: “Scott Pilgrim contra o mundo” (Scott Pilgrim VS. The world - 2010). Vemos um jovem que amadurece e desenvolve suas habilidades ao longo da jornada pelo amor de uma garota, enfrentando seus letais ex-namorados. A linguagem é quase didática. A cada superação, uma nova fase. E no final, só a auto-estima pode ser a chave para um verdadeiro amor.
Pessoalmente, ainda estou engatinhando em matéria de amor. Mas sou capaz de traçar algumas compreensões.
Só aquele que realmente se ama pode amar ao próximo.
Um amor que exige provas não pode ser um verdadeiro amor.
O amor verdadeiro liberta. O amor verdadeiro faz bem. Se você se sente mal ou preso, não sente amor. Sente carência.
Quem nos completa somos nós mesmos. O outro é apenas um companheiro de viagem, alguém com quem compartilhar sentimentos e experiências.
Amar é trocar bênçãos.
Um amor maduro não segue regras lógicas. Por isso é incomparável e novo a cada instante.
E definitivamente quero estar em um clube em que sou aceito do jeito que sou. O clube da auto estima.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Todo mundo já ouviu aquele história de que no fim do arco-íris existe um pote de ouro. Não sei qual a origem deste mito, mas pergunto: Você já alcançou alguma vez o fim de um arco-íris?
Quanto mais você persegue o arco-íris, mais ele se distancia. Muitas vezes se desfaz, revelando-se uma projeção ou uma ilusão. E nada de pote de ouro.
Semelhante é nossa busca pelos tesouros da vida. Desde cedo, educação, pais, escola, mídia e sociedade nos propõe a busca de certos objetivos considerados importantes para um ser humano se realizar. Um bom emprego, conseguir se sustentar, encontrar a cara-metade, constituir família, enriquecer, prosperar, carro do ano, casa na praia, TV de plasma e tablets e vídeo-games para as crianças no natal.
Há sempre um tesouro a alcançar. Mas por mais que nossos objetivos sejam conquistados, após uma momentânea alegria, surge um algo mais. E reiniciamos a jornada até o fim do arco-íris.
Muito na filosofia já se falou da eterna busca. Há essa permanente sensação de que sempre nos falta algo. Mudamos o cenário, trocamos os objetos de desejo, mas a busca nunca para.
Freud dizia que a sensação de completude e conforto só existia no calor do útero materno. Após o trauma do nascimento somos condenados a uma aflitiva sensação de incompletude e, por mais que caminhemos, não há retrocesso nem retorno ao ventre. Saímos do útero da mãe com apenas um destino certo: o útero da terra.
Para os budistas, falando de forma simplista, sofremos porque desejamos. Eliminem os desejos, e os sofrimentos desaparecerão.
Daí a idéia do Nirvana, como renuncia aos desejos, focando numa elevação espiritual, aí sim, repleta de completude. O pote de ouro dos budistas tende a ser transcendental, talvez tão etéreo quanto o arco-íris.
Recentemente concluí a leitura da obra “Consciência Cósmica”, de autoria do médico canadense Richard Meurice Bucke. Foi interessante a maneira sincrônica como cheguei à ele. Boa parte da leitura realizei sob a benção de uma praia paradisíaca.

A versão que encontrei é uma primeira versão de 1996 editada pela AMORC. A primeira edição Americana data de 1901 e o autor viria a falecer um anos depois, ou seja, antes do entendimento de conceitos como Self e inconsciente coletivo.
Dr. Buke foi psiquiatra, dirigente de um sanatório e grande amigo do poeta americano Walt Whitman, de quem teria escrito uma biografia.
O saudoso doutor aborda de maneira bastante científica um fenômeno que experienciou pessoalmente: a consciência cósmica.
Descreve como uma sensação de banho em luz e calor, como um fogo, seguido de sensação de bem estar, convicção de eternidade da vida e conexão com todos os entes do universo.
A experiência foi-lhe tão arrebatadora que percebeu a necessidade de pesquisar e esquadrinhá-la numa obra, onde inicia por estabelecer sua tese evolutiva, aos moldes do conceito darwinista, de que todos os seres humanos, assim como passaram da consciência simplista para a autoconsciência, também passarão da autoconsciência para a consciência cósmica.
Daí faz um estudo de diversos casos de pessoas notáveis que, por sua análise, considera detentores ou experienciadores da nova faculdade, passando por nomes como Buda, Cristo, Paulo, Maomé, até Dante, Sheakspeare e o próprio Walt Whitman.
Ressalta ainda a apreciação que as filosofias orientais sempre dispensaram a tal fenômeno, tão pouco aludido nas ciências ocidentais. Em particular, as buscas dos yoges e budistas do estado de Nirvana. Por exemplo, notando como característica de alguns dos casos estudados, que o fenômeno de consciência cósmica é muitas vezes precedido de um estado de silencio mental. Daí a procura da meditação como caminho para muitos sábios, a fim de se criarem condições propícias para o fenômeno.
Fiquei sensibilizado com a profundidade e coerência de seu texto, principalmente em se tratando de um estudo datado de mais de um século.
O que tem isso a ver com o pote de ouro no fim do arco-íris?
Percebo que se há um objetivo pelo qual realmente valha à pena caminhar, a expansão de consciência é esse objetivo, e a experiência de consciência cósmica é a cereja do bolo.
Mas nosso doutor faz o favor de lembrar a aparente espontaneidade do fenômeno nos casos estudados. Ou seja, não é você que chega à consciência cósmica, mas a consciência cósmica que se derrama sobre você.
Assim como Buda sob a figueira ou Cristo no deserto. Fecha teus olhos, senta-te sobre teu próprio ser, relaxa, respira e contempla então o tesouro que esteve o tempo todo dentro de ti. E ao abrir os olhos rejubila-te com o arco-íris ao teu redor.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Tive a mágica experiência de assistir à peça “As Três Velhas” neste domingo. Já há algum tempo venho me embrenhando no prolífico universo das criações de Alejandro Jodorowsky e já escrevi aqui que não queria perder a oportunidade de ver essa peça, mas não poderia imaginar que fosse tudo tão intenso e profundo.
O estreito espaço do Galpão de Folias se transforma num útero acolhedor para uma revelação impactante. Somos confrontados com nossas máscaras e neuroses, brindados com a possibilidade de uma vida natural, onde os milagres acontecem quando aceitamos ser nós mesmos, com todas as aparentes idiossincrasias, sem julgamentos e condenações.
Congratulações ao elenco, à direção primorosa e às corajosas e despojadas interpretações. O que presenciei não foram simples atuações, mas a doação de corpo, voz e espírito, que não poderiam ser encaradas por qualquer um.
Maria Alice Vergueiro, Danilo Grangheia e principalmente Luciano Chirolli, nos impressionam.
Além de tudo há a simpatia da produção.
Eu vinha planejando assistir ao espetáculo sozinho, imaginando que não encontraria companheiros dispostos a encarar algo que muitos considerariam no mínimo inusitado. Mas de forma imprevista acabou que compartilhei a experiência com meus pais e meu grande amigo Luciano. Para todos nós foi um acontecimento marcante, denso e positivamente transformador.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Quando era pequeno, todo retorno às aulas era acompanhado por uma redação com o título
acima. Até hoje creio que professores estressados cobram o mesmo tema.
Tive 15 dias de férias e uma semana em Arraial d’Ajuda (BA) que foi quase o equivalente a um mês de aventura. Há certos lugares da Bahia que, quando visitados em estado de espírito favorável, funcionam como um portal para o paraíso. E assim me senti.
A começar por minha proposta inicial, de uma jornada quase iniciática, só, munido apenas de um exemplar de sebo do Consciência Cósmica, minha câmera fotográfica e meu diário de viagens.
Tive a sorte de um quarto sossegado na modesta e quase familiar Pousada do Xão. Nos primeiros dias aventurei-me a pé pela orla, primeiro até a praia do Taipe, nas falésias ao norte, e depois na ponta da praia, Apagafogo, ao sul. Creio que a caminhada na areia fez bem aos meus pés. A paisagem e a solidão alimentaram-me o espírito.
Os passeios oferecidos pelas companhias de turismo são os mesmo de quem se hospeda em Porto Seguro. Já tinha feito quase todos numa outra viagem ao distrito mais agitado, há uns seis anos. Optei por uma única aventura na praia do Espelho pela Fascinio Tur. Uma praia deserta onde um pequeno rio cristalino se encontra com as águas do mar.
Quando criança, fui surpreendido certa vez por algo marrom me perseguindo nas águas da Praia Grande. Desta vez, durante um mergulho na praia do Espelho, notei algo marrom e oval ao me lado. Pensei ser uma casca de arvore, quando de repente surgiu uma cabecinha marrom, com uma circunferência branca ao redor dos olhos. Uma mágica tartaruga marinha que me espiou e retornou aos seus afazeres no reino dos mares. Senti-me abençoado.
Em Arraial existe uma charmosa rua repleta de restaurantes. A rua do Mucugê tem opções para todos os gostos, sorveterias, casas com música ao vivo. A maioria chefiada por gente de fora. Os preços são relativamente caros, mas não absurdos. Porém, certa noite, perambulando pelo centro do distrito, deparei-me com um modesto restaurante chamado PF do Paulo Pescador. Apenas R$20,00 reais o prato, pagamento só em dinheiro ou cheque. Mas o tempero caseiro, a comida servida em cumbucas de barro, a simpatia dos proprietários, torna tudo mágico. E ainda havia Cerveja Original, a – 4o C. A chef, Sra. Yonala, e sua filha Nathalia, brindaram-me com uma gostosa conversa ao fim da refeição. Mais uma benção.
Na 5ª feira, como já é tradição na pousada, Sr. Xão organizou um churrasco ao estilo gaúcho para favorecer a interação entre os hóspedes e até alguns locais. Foi quando resolvi sair um pouco da minha proposta de solidão, e conheci pessoas maravilhosas. A começar pelos espirituosos mineiros Dilo e Gilson, uma dupla dinâmica e aventurosa. Conheci também Sr. Sérgio, um autêntico pirata mineiro cuja falta de uma perna jamais o impediu das mais fantásticas epopeias. E também uma família de Atibaia, assíduos frequentadores do saudoso Bar do Alemão, Sra. Denise, o pequeno Pedro, o Fera, e o benzedor Fernando, a quem não se pode dar outro título que se não o de verdadeiro Amigo.
Mas foi na 6ª feira, já as vésperas do fim dessa viajem, que uma força me levou até a cabana zen Flor do Sal, na praia do Pitinga. Conheci o casal de Campinas, Luis e Eliana, e pude estreitar laços com a espontânea tia Margareth e a inesquecível fada Taís. Formou-se um grupo bastante pitoresco, numa paisagem arrebatadora, duma tarde de delícias e uma noite de extraordinárias surpresas.
Não tive vontade de voltar. O clima, a paisagem, as pessoas. Somando-se às revelações de uma leitura elucidativa. Estou transformado. A palavra que me vem à mente para sintetizar tudo é Benção. Sinto-me divinamente abençoado.
Assista no You Tube (antes que censurem).
Meu próximo destino: Porto Alegre !?
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Decepção em super 8
Assisti Super 8 e saí de lá sentindo-me meio que enganado.
Se você ainda não viu ao filme, pare por aqui se não terá sua surpresa estragada. Enfim...
Nas duas ultimas semanas surgiram dezenas de artigos celebrando a união de J. J. Abrams com Steven Spielberg, como um dos acontecimentos mais importantes do cinema deste ano, comparando o filme, dirigido pelo primeiro e produzido pelo segundo, a clássicos dos anos 80 como The Gooinies e ET, o ExtraTerrestre.
A campanha de marketing foi maciça e o trailer prometia.
A história básica é simples. Um garoto que recentemente perdeu sua mãe de forma trágica se envolve na produção de um filminho de zumbis dirigido por seu melhor amigo. Os garotos usam uma câmera super 8 para gravar suas cenas e acabam involuntariamente registrando um acidente de trem das forças armadas americanas, de onde escapa um ser misterioso.
Pessoas começam a sumir, acontecimentos estranhos e adivinha?? O ser era um ET confinado pelo exército que no fundo só queria voltar para casa (“ET telefone casa”).
Para dar pistas da história J.J. usa recursos já empregados na série LOST, como os filmes perdidos da Iniciativa Dharma. Há alguma tentativa de se criar o espírito de grupo como o que existe entre os garotos dos filmes Goonies e ET, mas não convence. Os personagens secundários, os outros garotos, são pouco explorados. O diretor optou por centralizar a trama no drama do garoto órfão tentando superar a perda da mãe e retomar contato com seu pai. Toda a aventura fica realmente em segundo plano e novamente surge o super 8 para nos dar alguma dimensão de sua perda, mostrando-nos cenas caseiras da mãe querida.
Outra coisa pouco explorada parece ser o universo feminino. A principal personagem feminina é a namoradinha do garoto. Super 8 talvez tente ser um filme para meninos, um clube do bolinha que começa a mudar com a chegada da puberdade. Repetindo outro filme seu, vemos o garoto empenhando em resgatar sua amada, atravessando uma cidade em estado de calamidade, quase igual a Cloverfield.
E na hora mais derradeira, quando o monstro alienígena finalmente o alcança, prestes a despedaçar todos pela frente, nosso herói faz uso da arma mais letal de todas: o olhar do gato de botas do Shrek. Aí o monstro desiste de persegui-los, termina de construir sua nave e vai embora. Mas há uma explicação para isso. Nosso monstro faz um tipo de telepatia ao toque, ou empatia,enfim, mas é capaz de entender e se comunicar ao tocar. Pena que não teve piedade das pessoas que comeu ao longo do filme. Afinal, o ET era bonzinho, o exercito americano que é malvado.
Este enfrentamento do “monstro” é a simbolização de um fenômeno psicológico interessante. O que é o monstro? Recentemente venho aprendendo que muitas vezes conteúdos psicológicos e emocionais mal trabalhados, ou até características pessoais negadas, podem se manifestar em nossa vida cotidiana de forma mórbida, monstruosa, a fim de fazer notar o que precisa ser revisto e ressignificado. Isso é nítido em filmes de vampiro e lobisomem onde a sexualidade negada ressurge na forma de lobos ou seres sugadores repletos de sensualidade. Precisamos lembrar que Bram Stoker viveu na repressora era vitoriana. Acho até que se a Bela finalmente liberasse geral não haveria tantos vampiros e lobisomens na série Crepúsculo.
Em todo filme de monstro que se preze há essa simbologia de ressignificação do mal manifestado, a partir do enfrentamento. Afinal, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Quanto mais tarde enfrentar o monstro, mais estrago ele causa. E o que é o monstro? Um parte de mim que eu neguei, geralmente devido alguma idealização imposta. Assim, a cultura americana continua idealizando seu modo de vida, apostando tudo no consumismo como fuga. E os monstros vão surgindo aos montes para nos lembrar de nossa humanidade perdida.
Acho que estamos tão carentes de produções mais profundas que acabamos superestimando filmes pequenos. Super 8 é só mais um blockbuster com quase nenhuma originalidade. Até a propaganda do walkman da sony soou estranha. Sou muito mais o IT:
Sou nostálgico e valorizo aquilo que faz sentir-me bem:
E para quem gosta de gatos:
Não vejo a hora de assistir esse!!






